Seis em cada dez adultos estão com excesso de peso no Brasil

Pesquisa do IBGE revelou que mais de um quarto da população adulta brasileira era obesa até o final de 2019

Escrito por Redação Minha Vida

Mais da metade da população adulta no Brasil estava com excesso de peso até o final de 2019. Esta foi uma das estimativas levantadas pela Pesquisa Nacional de Saúde, realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e divulgada na última quarta-feira (21).

De acordo com os dados publicados, 60,3% dos adultos brasileiros (cerca de 96 milhões de pessoas) apresentou excesso de peso no último ano, sendo que a proporção se mostrou maior no sexo feminino (62,6%) do que no sexo masculino (57,5%).

Além disso, segundo o levantamento, no final de 2019, mais de um quarto da população adulta brasileira era obesa – com 41,2 milhões de pessoas enquadradas nesta classificação, o que representa 25,9% dos brasileiros acima de 18 anos. Os números mostram ainda que a condição atingia 29,5% das mulheres (25 milhões) e 21,8% dos homens (16,2 milhões) adultos do país.

Juntando o grupo com excesso de peso e os obesos, 60% da população brasileira está com sobrepeso. Para chegar ao resultado, a pesquisa utilizou o cálculo do Índice de Massa Corporal (IMC), que considera o peso da pessoa dividido pela altura ao quadrado. Números acima de 25 kg/m2 indicam excesso de peso; enquanto aquelas acima de 30 kg/m2, apontam para obesidade.

Excesso de peso na população brasileira

O excesso de peso se dá quando o indivíduo tem um peso corporal maior do que é orientado para a sua altura. Conforme a PNS, a prevalência deste quadro aumenta de acordo com a idade, ultrapassando os 50% na faixa etária de 25 a 39 anos de idade, onde a proporção de sobrepeso é um pouco mais elevada no sexo masculino (58,3%) do que no feminino (57,0%). Mas este é o único grupo etário em que a porcentagem é maior entre os homens.

Entre as causas para o excesso de peso, estão hábitos alimentares pouco saudáveis, compulsão alimentar e outros fatores, como:

Por outro lado, a obesidade corresponde ao acúmulo de gordura no corpo, normalmente, causado pelo consumo excessivo de calorias na alimentação, superior ao valor usado pelo organismo no dia a dia. As causas mais comuns desta condição são:

  • Inatividade: se não há muita atividade, a queima calórica é prejudicada. O estilo de vida sedentário aumenta o risco do indivíduo ingerir mais calorias do que gasta diariamente
  • Dieta não saudável e hábitos alimentares: o ganho de peso é inevitável se a pessoa comer regularmente mais calorias do que necessita. A alimentação não saudável e em excesso pode levar ao sobrepeso e, se não manejado, à obesidade

Prevalência do sobrepeso em mulheres

Ainda segundo os dados publicados pelo IBGE, três em cada dez mulheres adultas estão obesas. Neste contexto, a obesidade segue o mesmo padrão etário do excesso de peso, ocorrendo majoritariamente no sexo feminino, chegando a 38% das mulheres com idade de 40 a 59 anos, contra 30% dos homens no mesmo grupo de idade.

Já entre os adolescentes brasileiros, há uma diminuição na proporção de obesos comparado ao quadro dos adultos. Entre jovens de 15 a 17 anos, 19,4% estavam acima do peso e 6,7% estavam obesos – o que corresponde a 1,8 milhão de brasileiros em condição de obesidade.

Mesmo com menores porcentagens, o padrão se mantém e a maior incidência foi nas adolescentes mulheres, com 8% delas sendo consideradas obesa contra 5,4% dos homens.

COVID-19 e o sobrepeso

Quando se pensa no atual cenário de pandemia de COVID-19, é importante reforçar que pessoas obesas foram incluídas na lista de grupos de risco da doença. Apesar do sobrepeso não fazer com que a pessoa esteja mais vulnerável a contrair o vírus, a obesidade em si foi associada a uma maior chance de se desenvolver casos graves da doença, com taxas de mortalidade mais altas entre este indivíduos.

Segundo especialistas, os obesos apresentam um tipo de inflamação crônica de baixo grau no organismo, o que afeta negativamente o sistema imune. Nestes casos, há uma baixa presença de células B, de linfócitos T e de macrófagos, que são componentes que atuam como defensores naturais contra o novo coronavírus.

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