Diabetes

O QUE É

É uma doença do sistema metabólico dos açúcares em que o pâncreas não produz (Tipo 1) ou não libera a insulina (Tipo 2) – substância responsável no processo de absorção do açúcar pelo sangue – em quantidade suficiente. O resultado é o acúmulo de açúcar no sangue e a falta nas células, causando a hiperglicemia.

O Tipo 2 é responsável por 90% dos casos e tem em sua causa má-alimentação, obesidade e sedentarismo.

O diabetes é o distúrbio metabólico mais frequente, havendo 12 milhões de diabéticos no Brasil, segundo o levantamento do IBGE de 2010. Caracteriza-se como doença grave, já que a falta de controle pode levar a problemas vasculares nos olhos, nervos, rins e coração.

DIAGNÓSTICO

Por se tratar de uma deficiência no sistema de absorção da glicose, o exame indicado é a dosagem de glicose no sague, conhecido como glicemia.

A Associação Americana de Diabetes estabelece que valores de glicose até 99 mg/dL em jejum são normais.

Com números de 100 a 125 mg/dL identifica-se o paciente como portador de glicemia de jejum inadequado. Neste caso são feitos exames de teste oral de tolerância à glicose. Se apresentar níveis acima de 125 mg/dL é repetido o teste. Com um segundo resultado igual, o paciente é confirmado como diabético.

Os resultados acima são analisados com pacientes em jejum. Caso os testes sejam feitos fora do jejum, a confirmação do diagnóstico é baseada em resultados superiores a 200 mg/dL com a presença de sintomas.

FATORES DE RISCO

Entre os grupos de risco estão pessoas com hábitos alimentares ricos em carboidratos e açúcares, sedentárias, filhos de pais diabéticos Tipo 1 e gestantes.

A má-alimentação e a falta de atividade física favorecem o desenvolvimento do diabetes Tipo 2, que pode ser controlado, mas é tão prejudicial quanto o Tipo 1.

Filhos de pais diabéticos Tipo 1 podem ou não desenvolver a doença. O controle e a vigilância são essenciais para descobrir se o descendente tem a mesma deficiência congênita.

E as gestantes sofrem grandes mudanças no organismo, podendo desenvolver nesse período um aumento da resistência à ação da insulina. O diabetes gestacional pode desaparecer com o fim da gravidez ou persistir após o parto. O feto também corre grandes riscos de nascer com diabetes ou sofrer consequências como deficiência na visão.

PREVENÇÃO

Para os casos Tipo 1 não há modelo de prevenção, mas de controle. Como ele é desenvolvido por uma pré-disposição genética, o paciente pode apresentar os sintomas no decorrer da vida, sendo mais comum na infância. Pais com diabetes Tipo 1 devem informar ao médico para fazer o rastreamento da disfunção nos filhos.

No Tipo 2 existe uma situação conhecida como “pré-diabetes”, onde o paciente possui uma dificuldade em absorver os açúcares no sangue, mas seus níveis de glicemia ainda não o colocam como diabético. O quadro pode ser revertido com controle da alimentação e exercícios físicos.

SINTOMAS

Tipo 1: fome e sede intensa, boca seca, maior frequência de idas ao banheiro, cansaço sem motivo, dores no corpo, perda de peso e baixa resistência a infecções. Estes sinais são comuns e intensos em muitos pacientes e costumam ser uma das primeiras suspeitas pelos médicos.

Tipo 2: apresenta as mesmas características, mas de uma forma muito mais sútil. A percepção dos sintomas pode levar meses ou anos até a busca por uma ajuda médica. Por isso é tão importante manter as consultas e exames de rotina em dia.

TRATAMENTO

Por se tratar de uma disfunção metabólica, a forma mais indicada de tratamento é a junção da aplicação de insulina com uma alimentação equilibrada para regular a quantidade de açúcares recebidos e absorvidos pelo organismo. Exercícios físicos também ajudam a regular esses níveis.

Especificamente, no Tipo 1 é recomendado o uso contínuo de insulina, controlado e calculado de acordo com cada refeição. E no Tipo 2 o uso mais indicado é medicação via oral e, quando avaliada a necessidade pelo médico, a combinação com insulina.

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