Calendário de vacinação do bebê: do nascimento aos 4 anos

Por Dr.ª Sani Santos Ribeiro – Pediatra e Pneumologista infantil via Tua Saúde

O calendário de vacinação do bebê inclui as vacinas que a criança deve tomar desde que nasce até aos 4 anos de idade, já que o bebê quando nasce não possui as defesas necessárias para combater infeções e as vacinas ajudam a estimular a proteção do organismo, diminuindo o risco de ficar doente e ajudando a criança a crescer saudável e a ter um desenvolvimento adequado.

Todas as vacinas do calendário são recomendadas pelo Ministério da Saúde e, por isso, são gratuitas, devendo ser administradas na maternidade, num posto de saúde ou no pediatra. A maioria das vacinas são aplicadas na coxa ou no braço da criança e é fundamental que os pais, no dia da vacina, levem a caderneta de vacinação para que sejam registradas quais vacinas que já foram administradas, além de poder marcar a data da próxima vacinação.

Calendário de vacinação do bebê: do nascimento aos 4 anos

Vacinas que o bebê deve tomar

De acordo com o calendário de vacinação de 2020/2021, as vacinas recomendadas desde o nascimento até os 4 anos de idade são:

Ao nascer

  • Vacina BCG: é administrada em dose única e evita as formas graves de tuberculose, sendo aplicada na maternidade de costuma deixar uma cicatriz no braço em que a vacina foi aplicada, devendo-se formar até aos 6 meses;
  • Vacina da Hepatite B: a 1ª dose da vacina evita a hepatite B, que é uma doença causada por um vírus, o HBV, que pode afetar o fígado e levar ao desenvolvimento de complicações ao longo da vida, sendo recomendada a sua administração nas primeiras 12 horas após o nascimento.

2 meses

  • Vacina da Hepatite B: é recomendada a administração da segunda dose;
  • Vacina tríplice bacteriana (DTPa): primeira dose da vacina que protege contra difteria, tétano e coqueluche, que são doenças causadas por bactérias;
  • Vacina Hib: primeira dose da vacina que protege contra a infecção pela bactéria Haemophilus influenzae
  • Vacina VIP: 1ª dose da vacina que protege contra a poliomielite, também conhecida por paralisia infantil, que é uma doença causada por um vírus. Veja mais sobre a vacina contra a poliomielite;
  • Vacina contra o rotavírus: essa vacina protege contra a infecção pelo rotavírus, que é uma das principais causas de gastroenterite nas crianças. A segunda dose pode ser administrada até os 7 meses;
  • Vacina Pneumocócica 10V: 1ª dose contra doença invasiva pneumocócica, que protege contra diversos sorotipos de pneumococos responsáveis por doenças como meningite, pneumonia e otite. A segunda dose pode ser administrada até os 6 meses.

3 meses

  • Vacina Meningocócica C: 1ª dose, contra Meningite meningocócica do sorogrupo C;
  • Vacina Meningocócica B: 1ª dose, contra Meningite meningocócica do sorogrupo B.

4 meses

  • Vacina VIP: 2ª dose da vacina contra a paralisia infantil;
  • Vacina tríplice bacteriana (DTPa): segunda dose da vacina;
  • Vacina Hib: segunda dose da vacina que protege contra a infecção pela bactéria Haemophilus influenzae.

5 meses

  • Vacina Meningocócica C: 2ª dose, contra Meningite meningocócica do sorogrupo C;
  • Vacina Meningocócica B: 1ª dose, contra Meningite meningocócica do sorogrupo B.

6 meses

  • Vacina da Hepatite B: é recomendada a administração da terceira dose desta vacina;
  • Vacina Hib: terceira dose da vacina que protege contra a infecção pela bactéria Haemophilus influenzae
  • Vacina VIP: 3ª dose da vacina contra a paralisia infantil;
  • Vacina tríplice bacteriana: terceira dose da vacina.

A partir dos 6 meses é recomendado também o início da imunização contra o vírus da Influenzae, que é responsável pela gripe, devendo a criança ser vacinada todos os anos durante o período de campanha.

9 meses

  • Vacina contra febre amarela: primeira dose da vacina contra a febre amarela.
Calendário de vacinação do bebê: do nascimento aos 4 anos

12 meses

  • Vacina Pneumocócica: Reforço da vacina contra a meningite, pneumonia e otite.
  • Vacina Hepatite A: 1ª dose, sendo a 2ª indicada aos 18 meses;
  • Vacina Tríplice Viral: 1ª dose da vacina que protege contra o sarampo, rubéola, e caxumba;
  • Vacina Meningocócica C: reforço da vacina contra a meningite C. Esse reforço pode ser administrado até os 15 meses;
  • Vacina Meningocócica B: reforço da vacina contra a meningite do tipo B, podendo ser administrado até os 15 meses;
  • Vacina contra a catapora: 1ª dose;

A partir dos 12 meses é recomendado que seja feita a imunização contra a poliomielite através da administração oral da vacina, conhecida como VOP, devendo a criança ser vacinada durante o período de campanha até os 4 anos.

15 meses

  • Vacina Pentavalente: 4ª dose da vacina VIP;
  • Vacina VIP: reforço da vacina contra poliomielite, podendo ser administrada até os 18 meses;
  • Vacina Tríplice Viral: 2ª dose da vacina, podendo ser administrada até os 24 meses;
  • Vacina contra a catapora: 2ª dose, podendo ser administrada até os 24 meses;

A partir dos 15 meses, até os 18 meses, é recomendado o reforço da vacina tríplice bacteriana (DTP) que protege contra a difteria, o tétano e a coqueluche, e o reforço da vacina que protege contra a infecção o Haemophilus influenzae.

4 anos

  • Vacina DTP: 2º reforço da vacina contra o tétano, difteria e coqueluche;
  • Vacina Pentavalente: 5ª dose com reforço de DTP contra tétano, difteria e coqueluche;
  • Reforço da vacina contra a febre amarela;
  • Vacina contra a poliomielite: segundo reforço da vacina.

Em caso de esquecimento é importante vacinar a criança assim que for possível ir no posto de saúde, além de ser fundamental tomar todas as doses de cada vacina para o bebê ficar totalmente protegida.

Quando ir ao médico após a vacinação

Depois do bebê tomar uma vacina, é recomendado ir ao pronto socorro se o bebê apresentar:

  • Alterações na pele como bolinhas vermelhas ou irritação;
  • Febre superior a 39ºC;
  • Convulsões;
  • Dificuldade para respirar, tiver muita tosse ou fizer barulho ao respirar.

Estes sinais geralmente surgem até 2 horas depois da vacinação podem indicar reação à vacina. Por isso, ao surgirem os sintomas, deve ir no médico para evitar o agravamento da situação. Além disso, também é indicado ir ao pediatra caso as reações normais à vacina, como vermelhidão ou dor no local, não desapareçam ao final de uma semana. Veja o que fazer para aliviar os efeitos colaterais da vacina.

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